Coluna – A inacreditável ralé rockeira!

Um headbanger se sente confortável e sábio o bastante para analisar e criticar um estilo diferente do dele, mas jamais se auto-critica, oras…Quem melhor do que alguém do próprio meio para enxergar as falhas e corrigi-las para que assim evolua seu modo de pensar e agir?

O problema é que ninguém que costuma cometer tais falhas realmente reconhece elas, nem sabem que pertencem a uma patética parcela desse “universo do rock”, que não se diferencia nem um pouco de pagodeiros, funkeiros, playboys ou seja lá a “tribo” que eles costumam condenar e se sentirem superiores.

Existem rockeiros e rockeiros… Não vou generalizar, mas não tem como não dizer que essa massa faz parte da maioria (ou pelo menos em minha cidade e região).

Então nessa coluna vou listar essa corja ignorante que só ajuda a distorcer as idéias, e fazer quase todo mundo que olha seu cabelo comprido ou modo que se veste achar que é mais um porra louca com protestos sem causa, por causa de uma gentalha que se acham os espermas do próprio Jim Morrison.

Não encarem isso como um desabafo e muito menos uma dessas declarações agressivas que vemos por ai em alguns blogs, se costumam ler o que escrevo sabem que não falo nada sem algum embasamento, e minhas opiniões foram obtidas do que vejo nas cidades do interior de São Paulo e na internet, mas duvido muito que seja diferente de outras regiões do país…

O que chamam de troo

Bom, existem tantas definições pro troo, pior que tem gente que se orgulha de ser denominado assim (true) e os que agem  forma parecida, mas acham um absurdo se os chamarem disso, então resolvi começar por eles que creio que é o que a maioria esta familiarizada.

Os troo surgiram numa época em que sua opinião forte provida de um modo limitado e agressivo de pensar espantou todo mundo, a maioria sentia medo de ser humilhada por um , então se passaram alguns meses e eles caíram no ridículo…

Sim troo ou os que se orgulham disso (os true headbanger) são aquele sujeitinho que acha que sua banda favorita faz o som melhor do que qualquer outra, que quando vê alguém vestindo uma camiseta de banda o desafia com questionários e questionários para ver se segundo seu julgamento o fulano merece usar tal camisa.

Herdeiros do comportamento da negada dos anos 80 que dizia “Você não merece usar a peita do Cannibal Corpse poque não conhece o nome de todos álbuns e músicas de cada um deles”.

Sabe, usar camisa de banda sempre foi um atestado de que você sabe mais dos artistas do que eles mesmo, você chuparia as bolas se os mesmo pedissem, se acha exagero posso mandar o perfil de neguinhos que declaram pra todo mundo que daria o rabo pra tal rockstar se o mesmo pedisse mesmo que o nego banque o machão comedor, pro seu deus ele é a putinha a hora que lhe for pedido isso.

Sim meus amigos, o true ou troo ou o que costumo chamar de “ditador megalomaníaco do metal” é um infeliz cujo sua existência é querer provar que ninguém é mais fã de metal do que ele, que ninguém mais merece usar uma camisa da banda do que ele, que o metal é superior a qualquer outro estilo e que todos devem seguir regras por ele inventadas baseada em um modo de pensar limitado que se deriva de uma má interpretação de costumes estrangeiros e aplicá-los de maneira distorcida por aqui.

Normalmente esse infeliz não seria levado a sério e seria ridicularizado pelas pessoas a sua volta com mais de dois neurônios, mas como ele se julga “oldschool” mesmo que escute suas bandas favoritas só a 5 anos, alguns novatos não os contrariam e pior, acaba dando moral a essa tralha, e outros que poderiam confrontar essa babaquice prefere se omitir por inúmeros motivos, assim contribuem para que essa corja continuem a existir, principalmente na internet.

Sim, os troo são aqueles troll (olha só, até rima) ensandecidos soltando seus demônios em qualquer lugar por motivo nenhum, crendo cegamente que estão defendendo as ideologias dos seus “deuses do metal” e divulgando o “Manual do Bom Costume Metaleiro”.

Sim, alguns chamam a si mesmo de metaleiros mesmo… E aposto meu fígado como estarão me xingando no final deste post, mas falarei sobre isso a seguir.

Ahhh Manowar além de criar uma das capas mais toscas da história da música colaborou com o surgimento da caricatura do headbanger brigão e fanático…

E depois querem criticar fanatismo religioso? Ah vá chupar um cavalo PQP!

 

Louvar o Diabo

Diabo Guita

Ahh claro! O que seria do universo do metal sem o velho capiroto sendo temas de várias músicas e capas de disco.

E olha só, hoje em dia criaram gêneros de metal só pra louvar essa crença, e se você acha que isso são apenas niilismo como forma de protesto ou quebrar as convenções… Bom, um dia pode ter sido, mas hoje é uma bagunça cheia de “ideologias” ignorantes.

Claro que o diabo tem tudo haver com o metal, vá à capela de protestante mais próxima e verá um pastor chamando o que você faz com a mão de “chifres do coisa ruim”.

Como diria o seu Raul, o diabo é o pai do rock mesmo…

Para quem não entendeu estou sendo sarcástico, algumas bandas usaram essas temáticas no início, isso é um fato, mas foi apenas como forma de chocar ao criticar as convenções e paralelamente (ou propositalmente) aparecer na mídia…

Lembre-se da velha frase, fale mal ou fale bem, mas falem de mim, pois é… Depois de tanto tempo você vê caras como o W.A.S.P que tem músicas bonitinhas como “Animal” se declarando católicos em entrevistas e dizendo que usaram dessa temática pra se promover na mídia, já é um propósito pra você jogar fora seus pentagramas e cruz invertida e parar de se achar um acólito do inferno só porque acha que “Fode como uma Besta”.

Puta que pariu, não sei o que é mais patético,como o cara que ouve Black metal e só por isso se acha o escolhido do diabo e que realmente faz parte da crença do satanismo sem nem fazer idéia do que realmente é um culto satânico, a não ser o que ele lê no Winkipédia ou em algum blog escrito por outro desmiolado influenciado também por Black metal!

É esse tipo de palhaço ignorante que bota fogo em igrejas e acha que ao fazer isso estão sendo escolhidos pelo próprio diabo para comandar seu exército e desfrutar de um hárem cheio de diabinhas gostosas vestidas de couro no inferno.

Depois que tomam umas porradas da policia e provavelmente tem o rabo comido na cadeia, dão entrevistas com aquelas caras de cão arrependido que mesmo assim, continuam pregando seu “paganismo de protesto” mesmo que sua expressão facial agora seja tão convincente quanto uma bolha de sabão descarrilar um trem em movimento.

Mas se você acha que a ideologia do metal não tem mais nada importante do que fazê-lo ir beber sangue numa cabeça de bode no cemitério, eu disse sangue? Quis dizer, vinho e procurar uma virgem pra sacrificar em nome de Satã ou outra dessas fantasias pornô que sai da cabeça de algum fanático, e você desmioladamente segue sem se questionar…

Bom, isso é um problema seu só não fique criticando as velhinhas fanáticas que vão a missa todos os domingos e olham um sujeito cabeludo vestido de preto e imagina o pior, porque você é tão estúpido quanto elas…Com a diferença que eu nunca vi um religioso espancar alguém na rua com a bíblia, mas já os supositórios do demo ai adoram provocar uma baguncinha pra “ai mundoooooo, preste atenção em nós, somos maus, briguentos e estamos libertandooooo vossas mentes a outras crenças que não os manipule”.

Se não gostaram do modo que me referi a qualquer fã de Black metal ou heavy metal que acha que o esse estilo de música tem tudo haver com isso, porque provavelmente o som sai da bunda de Satã quando ele tem um distúrbio de ventosa anal… Então vejamos:

Imagine o que é encarar um bando de adolescentes acéfalos que ficam pregando satanismo por ai da maneira mais desmiolada e poser possível, porque crê realmente que ao ouvir esse tipo de música você deve viver como um regurgitado do inferno na terra e usar argumentos tão ruins e mal elaborados (na maioria das vezes quando se esta bêbado) que só me faz pensar que essa gente revoltada e excluída só começa com essas ideias pelo seu passado triste de rejeição. E somado a sua falta de cultura o faz influenciado por outros amiguinhos com o mesmo problemas sociais, a começarem a agir como um grupo de babaca pintando o rosto e rugindo feito um asno que teve as partes íntimas prensadas, o que lhe provoca uma tremenda vergonha alheia aos demais fãs do gênero…

Porque alguém sempre vai dizer “ah, então você gosta de heavy metal? Então é assim que você age? Você gosta dessa música cheia de arrotos que não da pra entender nada?” e até explicar pra esse infeliz as diferenças dos gêneros e que esses sujeitos são de uma subespécie com problemas sociais, que nem todos que gostem do som do black metal age assim mais que essa porcariada é culpa de uns que se acham iluminados em suas idéias a pessoa já nem vai querer mais saber.

Sexo drogas e rocknroll… Digo drogas bebida e vexame!

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Sim, porque você vai ver de tudo em um evento de metal, menos alguém realmente vivendo isso de maneira poética como se prega, o cara vai ter drogas e música, mas vai estar muito longe de ter sexo depois de ter chapado o coco, vomitado e estar com uma aparência e odor tão elegante quanto os pudins que as vaca fazem no pasto.

Porque “todo” rockstar enche a cara, morre de overdose alguém deve ter concluído “porra, isso tem tudo haver”, e daí nasceu os alcoólatras de primeira viagem que vomitam e desmaiam em shows de metal (ou porque passam do limite mesmo achando que podem com tudo) e a turminha que se reúne no fim de semana pra beber mata rato e vinho quente na esquina.

E só, é isso mesmo, é como se por você ser um rockeiro tem obrigatoriamente que ser um pé de cana e produzir mais fumaça que uma queima de pneus. Nem imaginam o que tenho que passar (e outras pessoas também) quando digo que não bebo não fumo e não sinto orgulho nenhum de ficar de porre, essa gente me olha como se eu fosse um alienígena que não merecia nem estar no mesmo ambiente do que ela…

Não senhor, pra elas um evento de metal só pode ser freqüentada por portadores de fígados e pulmões condenados, por que ser um headbanger é encher a cara sempre que puder e consumir todo tipo de substâncias e sua única preocupação é como conseguir mais disso no próximo fim de semana.

Agora algo que observo em todo lugar, os ditos “filhos do metal” se reúnem em rodinhas pra partilhar seus vícios e só fazem isso, como eu disse suas preocupações é fazer vaquinhas pra comprar vinho barato ou produzir um mata rato no buteco mais vagabundo próximo a eles, e acham o máximo passarem a noite toda assim e adoram contar suas histórias de bêbados, claro que isso não é exclusivo de rockeiros, mas é sobre isso que estou falando então me focarei neles.

Ficar estirado numa calçada com cara de chapado só vai fazê-lo parecer um sem teto cheio de desgosto pela vida do que um rockeiro engajado cheio de causas e valores a ser defendido e essa gentalha filhinha de papai não tem desgosto algum pra justificar seu alcoolismo do que as coisas que já mencionei que a levam a fazer isso.

Troque o álcool por maconha e cocaína e os parágrafo acima servem pra essas também, acham estar vivendo intensamente a ideologia do rock porque seus ídolos musicais faziam o mesmo e alguns morreram por isso.

Oras, ta cheio de lenda do metal pregando a boa saúde, não é porque o Ozzy sobreviveu que você vai também, e olha o estado mentecapto que ele se encontra, Steven Tyler mesmo declarou “sexo drogas e rock, se livre das drogas e vai viver muito mais intensamente os outros dois”.

 

 Sem cultura sem causa

Slipknot

 

Cheguei à parte crucial dessa coluna, alguém também deve ter dito “opa, eu gosto de rock, necessariamente sou mais inteligente que os demais”.

É claro que ao pensar assim vemos alguém que se estagna com o conhecimento atual e nunca mais evolui mentalmente e nem se questiona se precisa repensar sobre seu modo de ser, vai ser um ignorante pro resto da vida e pior, achando que esta acima dos demais.

A ralé rockeira é assim, tão retardada quanto à de qualquer outro estilo, tudo farinha do mesmo saco, não lê livro algum, não desenvolve senso critico e sempre usa os mesmos argumentos furados e batidos.

Não é atoa que seu foco no dia a dia (ou fim de semana) seja o mencionado no item anterior, consumir drogas e bebidas, que ideologia e protesto essa gente faz?

Se posicionar politicamente como um fascista/esquerdista, falar mal do sistema manipulador e pregar estupidamente a paz quando você daria o primeiro soco se pudesse contra qualquer um que te contraria é algo tão medíocre que chega a ser pior que qualquer outra “tribo” urbana.

Porque seu “protesto” se resume a fazer discursos na internet ou com qualquer um que vá te visitar na esquina em que está sentado bebendo goró e chamando aquilo de “role”.

Porque o “rockeiro” sim implica em achar que é o messias pra mudar o mundo e vai lá amolar outras pessoas a mudarem seu modo de pensar, mas normalmente esse individuo tem uma cultura tão profunda quanto uma possa de água no verão, e alem dos argumentos já batidos que são refutados por qualquer um que já leu mais do que dois livro na vida, ele ainda esta mais focado em seu prazer pessoal do que coletivo.

E mesmo assim se acha o defensor de uma causa pra todos, e isso se reflete a vários rockstar tão falsos quanto os pensamentos equivocados dessa ralé.

A verdade é ruim de ser aceita não é? Bom imagina minha decepção quando me adentrei nesse “meio” e percebi que os objetivos dos caras era ver quanta birita consegue ingerir antes de ter um coma alcoólico do que realmente botar a mão na massa ao invés de apenas ficar discursando em seus momentos de lucidez e não fazer porra nenhuma.

Porque pra se fazer algo precisa como eu disse, ter alguma cultura e senso critica, e se essa gente lê tantos livros quanto um pagodeiro, só a ignorância explica eles ainda acharem ser superior ao resto.

Só o que vem de fora é bom, toca logo um cover ai!

enlatados

Ah sim, como podemos nos esquecer dos chupa-rola de gringo?

Dessa parcela fétida de rockeiro que acha que rock bom é rock em inglês, que nada nacional presta principalmente se estiver em português…

Esse tipo peculiar adora um discurso contra opressão, mas não percebem que eles mesmo causam uma delas, fazem com qualquer banda de garagem continue lá (as vezes a dele mesmo) a não ser que elas toquem cover…Ai sim esse cara da valor, isso se o sonho dele não é ficar tocando o sucesso dos outros.

É o belo exemplo do rockeiro enlatado que só da valor aos importados e depois reclama que a cultura do país é uma droga e bom mesmo é morar na Noruega onde o samba deles é metal!

Claro em vez de incentivar a cultura do seu país e assim construir aqui uma tradição você prefere glorificar só a de fora e depois se questionar “porque lá no Japão funciona e aqui não?”.

Tem tanta coisa pra se falar nos problemas dessa gente e o que ele causa a cena do rock nacional que me estenderia demais, então fique aqui como apenas uma citação desse comportamento, um dia escrevo uma coluna melhor sobre isso.

Superficialidade e egocentrismo.

detonator

Ultima coisa a ser discutida será bem breve.

Porque eu recebo imagens todos os dias das páginas mais famosas de “rock/metal” do Facebook declarando o quanto rockeiro é um ser esclarecido, que pra ele a personalidade é mais valiosa que a aparência, que ele sabe ser sexy e não vulgar, que ele vive pela idelogia do que pela imagem.

Tudo barela, essa ralé é tão cretina e superficial quanto patricinhas e playboys de balada, se uma Maria gasolina acha atraente um homem bombado com camisa pólo e que tenha dinheiro pra lhe pagar seus mimos, uma headbanger tem também critérios só que focados em outras características.

Pra ela o atraente é cabelo comprido e o cara com as roupas cheias de quinquilharias e pra algumas os que carregam mais maquiagem na cara que uma drag queen do inferno, alias eu fiz uma tirinha ilustrando isso.

Para o cara a mulher atraente continua sendo a gostosa só que essa usa calça de couro ou vinil apertada e fica enfiada dentro de um espartilho (cuja maioria esta segurando as gorduras com uma silueta moldada que a roupa causa). Não muda em porra nenhuma com a maioria do mundo seja lá qual for o estilo, as pessoas são superficiais e mesquinhas com seus critérios privados e isso não importa quanto discurso ela diz da boca pra fora.

Se acha que estou criticando as pessoas de terem seus gostos seja qual for, pelo contrario, estou condenando essa gente que é assim, mas não assume, fica pregando que entende do que realmente importa, mas isso não é bem um assunto pra essa coluna uma vez que esses problemas são universais independentes da sua “classe musical” (embora eu não vejo um funkeiro com discurso moralista, mas já o headbanger…).

E porra, as músicas e principalmente os clipes são machistas ao extremo, a indústria distorceu faz tempo os idéias e fez ser igual a qualquer outra mercadoria do sexo e a massa segue isso ignorantemente achando que esta livre dessas influências superficiais.

Agora o que mais me intriga é essa ralé achar que “ou concorda comigo ou foda-se” e se acham o maximo por serem assim, acham que isso sim é atitude, “e sou mais eu e foda-se sua opinião e modo de pensar, não preciso mudar, defendo minhas convicções até o fim uhuuuu rock and roll!”.

Claro que existe essa massa ignóbil, se a atitude dos rockstar são exatamente essa, por terem louvado tanto essa gente cheia de falhas, se criou sujeitos egocêntricos que não admitem erros  e preferem passar em cima de suas piasada de bola com essa atitude ignorante do que repensar e mudar, e obviamente isso influencia os fãs.

Ahh o orgulho, o mal da natureza humana…

Talvez o maior símbolo do egocentrismo rockeiro é dar status de divindade a alguns músicos, se isso já alimenta o ego do sujeito, imagina o que faz com a cabeça dos seus seguidores mais fanáticos?

Chega a ser tão triste, que distorce totalmente a “mente aberta e esclarecida” que ouvi dizer que o rock n roll pregava…

Metarmofose ambulante é o cacete, pra essa gente é “já atingi o nirvana e não preciso mudar e repensar meu modo de ser e agir nunca mais, quem não concorda é ignorante e esta contra mim, te odeio até o fim e sinto pena por você ser idiotão”.

Acaba virando pessoas presas a seus mundinhos que ignoram totalmente o que vem de fora e se não conseguirem arrumar um grupo social igual vai acabar morrendo de depressão.

Alias “rockeiro” que morreu por causa da depressão é o que não falta em minha cidade…

Pra finalizar, se acha que estou sendo pertinente ou implicando porque muitos vícios e problemas aqui comentados são naturais de outros estilos, não e não, não estou sendo… Afinal não é porque um mano tenha problemas com drogas que isso livra o rockeiro de qualquer critica relacionada a isso.

E antes que o pessoal fraco de interpretação de texto comece a reclamar, eu não disse que todos são assim, estou aqui classificando a ralé rockeira que tem todos esses vícios, se você vestiu a carapuça em alguns deles, não se ofenda… Só repense então que talvez tenha que melhorar em algum aspecto, eu não sou perfeito e obviamente não tenho direito de dizer como cada um deve ser ou agir.

Mas nada que listei aqui não me da o direito de criticar, porque afinal só peguei as características que afetam as pessoas em volta ou do mesmo estilo, não critiquei modos de ser ou agir que são pessoal ou privado e se eu contestar estou implicando e tirando a liberdade da pessoa.

Como eu disse em muitas colunas, sua liberdade termina onde começa a de outro e principalmente quando começa a afetar outra pessoa, não é impossível ser como quiser sem causar mal estar a outras pessoas, se você não vai parar de ser ou agir com o que eu tenha condenado, é todo direito seu, mas que pelo menos seja esclarecido em saber que você não esta com a razão, esta agindo assim porque quer e quando alguém confrontar você com idéias opostas, apenas vai ter que concordar mesmo que não mude.

Porque se temos que fazer vista grossa ou ser indiferentes quanto a esses comportamentos da ralé rockeira que envergonha o estilo, porque eles não tem que ter a mesma consideração recíproca ao resto que age diferente? Porque se supor que um lado não tem razão o outro tem muito menos, só que o comportamento de uma parte não afeta a outra, mas será que você pode dizer o mesmo da sua parte?

Não estou sendo irônico em dizer que se deve respeitar todo ponto de vista, mas nada do que esculachei aqui merece respeito, pois elas provem de prazeres pessoais e pensamentos equivocados que merecem sim um tapa na cara pra ver se acordam, pois esta muito longe de ser o “rockeiro banger ideal” que a pessoa tem em mente…

Claro que cada um tem seu modo de interpretar e ser, eu mesmo poderia debater sobre meus argumentos e dizer que não são verdades absolutas, mas que pelo menos é um modo muito mais de esclarecido de respeito coletivo do que tolerar a batida “cada um com seus problemas e com liberdade de ser e agir como quiser”, se não refletir que esta afetando os demais e distorcendo realmente a essência da ideia, não tem moral alguma de então reclamar de quem condena seu comportamento.

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49 comentários em “Coluna – A inacreditável ralé rockeira!

  1. Esse texto lavou minha alma!!!! Você até poderia ter dividido as categorias para cada uma delas virar um tema de uma coluna, já que assunto sobre esses tipinhos é o que não falta!

    Tenho horror a bebida, cigarro e drogas em geral! Quando eu vou em alguns shows e digo isso, os “roqueirinhus-olha-pra-mim-pagando-de-bêbado” me olham com aquela cara de bunda! É…se vc não encher a cara, então vc tá por fora! Você não é “roqueiro-de-verdade” (WTF??????)!

    No fim essa galera toda que vc citou é hipócrita! Se acham tãããooo “diferentes”, tãããooo “mente aberta”, tããããooo “esclarecidos”, tãããooo “revolucionários”, tããããooo “isso e aquilo”, mas no fundo não passam de vagabundos, baderneiros, preconceituosos e ignorantes ao extremo!

    A diferença de certos ‘rockeiros’ para os funkeiros está apenas nas roupas e na música que escutam! Porque de atitudes, são igualmente babacas!

    http://www.femalerocksquad.com

    • Obrigado pelo comentário!
      Você tem razão, tive que lapidar a coluna, pois se escrevesse tudo o que penso ela ficaria gigantesca, e sim cada citação ali da uma coluna exclusiva…

      Como você disse, a ralé é igual em todos lugar, só muda a roupa e a música, assim como não podemos julgar que todos que vão a uma rave são iguais já que nem todos que frequentem o circuito rock and roll não são!

      E gostei do seu blog!

      • Acho que isso dá uma boa ideia: Que tal agora uma série de colunas sobre isso? Só sugestão.
        Você basicamente disse algo que tenho notada a um tempo, só não consegui organizar tudo tão bem na minha cabeça.

    • Imagina eu, que sou cristão, inclusive teve um caso recente de uns amigos meus q foram expulsos de um show, simplesmente por serem cristãos, e ainda vem com aquele papinho de “somos rejeitados pela sociedade, a sociedade nos odeia”…

  2. Olá caro Raposa!

    Gostei de sua coluna.
    Apesar de um embasamento critico vulnerável a maioria do tal gênero (gênero no qual insiro). Digo-lhe que perante tais descrições e ao começo que você diz que não generaliza, então vai minha humilde opinião:
    A síntese que tenho de alguns dos meus, como descreve: trôo,um adorador do diabo, Sexo ,drogas e rock‘n‘roll.Sim, alguns são assim. Talvez quem soubesse a psicologia pode lhe dizer, seria uma auto crave para si em dizer que isso e aquilo como fosse uma armadura para defender da sociedade cheio de preconceitos assim “fazendo-se” (os descritos) que o mesmo iria defender e faz que com as pessoas afastem de uma maneira não venha a ferir tais sentimentos, assim também machucando a quem venha a se aproximar e ao diferente.
    Autodefesa/autodestruição em todas as maneiras
    Sou headbanger adoro ouvir sim ate bandas satânicas, admito porque gosto e não tenho que esconder, mas acredito em uma força maior do que nós-Deus, sim leio antes as letras de cada uma das musicas que ouço sou critica quanto a isso mas não limito apenas um tipo “heavy metal”ouço aquilo que agrede meus ouvido ate mesmo nossa musica rock de verdade que tenha letras a acrescentar e que me identifique.Aceito fuckeiro e seja tal qual espécie de gênero, religião, cor e ai a fora .Porque todos somos diferentes e é bom pois vem a acrescentar ate mesmo os ignóbeis
    Quanto á Superficialidade e egocentrismo: isso é do da pessoa-humana em geral para chamar atenção, sabe pavão então tem que aparecer. Não só tais gêneros.

  3. muita coisa do que você disse é verdade, mas você também diz muita merda e generaliza demais. Por exemplo:
    “A ralé rockeira é assim, tão retardada quanto à de qualquer outro estilo, tudo farinha do mesmo saco, não lê livro algum, não desenvolve senso critico e sempre usa os mesmos argumentos furados e batidos.
    Não é atoa que seu foco no dia a dia (ou fim de semana) seja o mencionado no item anterior, consumir drogas e bebidas, que ideologia e protesto essa gente faz?”.
    Do meu ponto de vista você esta chamando todos que curtem heavy metal de sem cultura e drogados.
    Muitas pessoas (Não sei se é o seu caso) falam essas coisas sobre quem curte metal, porque o headbanger é estereótipado como brigão, cachaceiro, drogado e tudo o que tem de ruim no mundo eles relacionam aos headbangers.
    Nem todo mundo que curte metal usa droga, bebe, é satanista e etc. Alguns fazem isso porque acham que acham que se fizerem isso serão os tr00 da vez.
    Na verdade ser headbanger é pensar por você, respeitar a opinião das outras pessoas e é logico levar o metal a serio(Não ficar pagando de “rockeirinho” so para ser popular.)
    Esses bando de bobo alegre que faz tudo errado da vida achando que isso vai torna-los headbangers, também ajudam em fazer a sociedade achar que todos os headbangers são vãndalos, noias, e tudo de ruim.Também acho que você só fala esse tipo de coisa sobre headbangers porque esta falando através da internet porque eu duvido você chegar em um desses falsos headbangers e dizer tudo isso que você falou aqui. Isso é a classica coragem de internet.

    • Bom, eu não esperava mesmo boa vontade sua em interpretar ou prestar atenção direito no texto, se já diz que as coisas que falo que você discorda são merdas…

      Pra esse tipo de gente, eu só tenho a lamentar, mas vou te dar uma colher de chá…Está nitidamente bem escrito ali no começo do texto que eu não generalizei, alias ao longo do texto estou separando rockeiros de rockeiro, e a ralé a qual me referi sim é a maioria (você gostando disso ou não) e não todos…Bom, na verdade todo mundo com mais atenção percebeu isso.

      Alias pra falar a verdade, você começou a defender que nem todos que curtem heavy metal fazem isso ou aquilo, como seu eu tivesse dito que todos são assim quando estou criticando o fato de muita gente ser diferente desse esteriótipo e pagar o pato por essa gente, o que me faz crer realmente que você não leu o texto direito, eu poderia ignorar totalmente seu comentário, mas preferi te dar um pouquinho de moral e te responder.

      E em segundo lugar, é fácil julgar alguém sem conhecer, mas antes de escrever essa coluna eu sim confrontei essa gente com isso, caso duvide convido a vir a Rio Claro no único ponto de “rockeiros” e perguntar sobre tal fato…Mas como você é o que julga eu ser, sei que continuara de boa em sua casa em vez de vir comprovar sua suposição…

      Eu falei que os troo não demorariam muito pra proliferar nos comentários tentando me ofender por suas faltas de capacidade intelectual em entender um texto que nem de longe esta ruim para entendimento…a culpa não é minha, reflita mais sobre isso!

  4. Concordo , tenho reparado muito nisso de uns tempos pra ca , o que não faltam aqui são “rockeirinhos” que conhecem “MUITAS BANDAS DIFERENTES DAS QUAIS NINGUEM NUNCA OUVIU FALAR ” e fazem questão de mostrar a todos como eles são fodas bebados , pegadores e independentes . Vivo ouvindo que sou “amarelona ” “fraca ” e “certinha” porque não aceitos drogas ou cigarro quando me oferecem ‘-‘ .

    Não , não sou headbanger nem nada do tipo mas posso dizer que para mim , a principal ideologia do rock foi , “viva sem preconceitos” ” me aceite como sou ” , posso até estar falando besteiras , mas ja cansei de ouvir da boca de “headbangers” ” punks” e ” góticos ” a mesma coisa ” Somos diferentes , somos os mais inteligentes e evoluídos , a maioria é preconceituosa , devem nos aceitar como somos ” ….

    é tudo a mesma porcaria … Tenho percebido que DIFERENTES mesmo são aqueles que simplesmente SÃO , usando roupas diferentes ou não , sem escancarar pelo mundo , simplesmente sendo .

  5. E a Coluna foi muito boa …. Não gosto de criticar pq não consigo fazer melhor kkk , mas acho que poderia dividir em diferentes textos … a leitura fica meio cansativa :/

  6. Primeiramente, parabéns pelo texto.

    Esse texto traduziu tudo que penso sobre essa nova geração de bangers. Sempre fui criticado por não beber/fumar pela geração tr00, por vestir roupas do dia-a-dia ao invés de típicas camisas de bandas e evitar estar na companhia dos outros metalheads da cidade. Acredito que religião/ideologia pessoal e música são coisas completamente diferentes: sou fã de black metal e desaprovo totalmente seus ideais e atitudes extremas, da mesma forma que escuto bandas de metal com temática cristã e também desaprovo suas ideologias. Há também uma grande fanatismo ignorante da parte dos bangers, mais precisamente dos pseudo-queimadores de igrejas adoradores do Varg Vikernes e dos adoradores alcoólatras do Lemmy (sério, qualquer citação do Lemmy é motivo para foto com fundo preto e letras em itálico, sem mesmo se questionar se são reais).

    E a intolerância dos bangers: funkeiros devem morrer, maggots devem morrer, emos devem morrer, [fã de banda que tetesto] deve morrer… acho que os metalheads que agem assim não vêem que o mundo é formado por pessoas de gosto e personalidade diferente, se existissem somente pessoas com o gosto que eu julgo bom existiria apenas uma pessoa no mundo.

    Menos fan pages, onde todos pensam igual a você. Aliás, se todos pensam igual, ninguém pensa.

  7. Achei a coluna muito boa mas tenho umas coisas a dizer.

    Mesmo que você pregue neste texto que você não está dizendo que todos são assim você está fazendo isso sim em certas partes só não percebeu.

    Eu tenho total nojo de Bebidas e Drogas.

    E uma coisa eu acho que tem que se pensar também.Sim tem muitas pessoas que se julgam o tal porque gostam de Rock e Metal (eu convivo com uns quase todos os dias) mas tem muitos que levam a sério e aqui pelo menos na minha região esses são a maioria.

    Só para finalizar ao meu ponto de vista as músicas de Rock tem uma letra muito mais aceitável do que outras que nem pensam para escrever.Claro que também tem músicas baixarias.Mas uma exemplo de música boa , com letra descente e revolucionária e que te faz pensar é só digital Raul Seixas no Youtube…

  8. Eu sou sim culpado por gostar de enlatados, eu admito. Eu já fui à shows de bandas independentes que só tocavam músicas originais e para ser sincero eu odiei todas (com raríssimas exceções). Eu não acredito que tenho o “compromisso” de apoiar a cena local simplesmente por gostar do gênero: se eu conhecer e gostar da banda ou se esta me for recomendada eu irei sim no show, mas fora isso eu acho bobagem me forçar a ir à shows underground sendo que a probabilidade de eu gostar da banda é ínfima.
    O Brasil tem sim várias bandas que são tão boas ou superiores às bandas americanas e europeias, e essas devem sim ser valorizadas, mas eu não acho que uma banda avulsa de grindcore do interior do fim-do-mundo merece o mesmo respeito que o Chakal ou o Korzus simplesmente por ser brasileira também. Mérito e reconhecimento se conquista, não é um “direito” de ninguém.
    E considerações finais: a maioria de TUDO vai ser uma merda. Você pode aplicar essa máxima para todas as tribos, subculturas, orientações políticas, religiões e afins. A partir do ponto que existe o coletivo de alguma ideia, ideologia ou qualquer coisa do tipo, esta será inundada por retardados alienados que precisam de um “mindset de grupo” para se afirmar como superior aos demais. Por isso eu sempre acho melhor ignorar “o povão” (soei agora muito mais elitista do que eu realmente sou mas não existe uma expressão menos pejorativa que essa) na hora de julgar qualquer ideia, ideologia, gênero, etc.

  9. Cara, gostei muito da coluna, uma coisa q vc falou q eu até lembrei do documentário “Metal:A headbanger’s journey”, é q a maioria desses caras q falam sobre diabo, q expõem letras até mesmo anti-religiosas, tem no minimo formação cristã, por exemplo o vocalista do Slayer q é católico e tem um álbum da banda chamado “God hates us all”(um enorme paradoxo), e outra tbm q eu achei interessante foi a q vc fala sobre os caras serem “baba ovo de gringo” ou “chupa-rola”(como preferir) aqui em São Luís-MA num é muito diferente, apesar de q praticamente todos os amigos q eu tenho(não me envolvo com os “troos”) q tocam em bandas, não fazerem cover de ninguém…
    Mas, cara, continua assim, muito bom mesmo…

  10. Foi lindo.. e realmente precisa de uma boa interpretação para não achar que esta generalizando, pq como só esta falando da ralé, só tfalou das coisas “ruins”.. o que cansou um pouco na leitura, mas, é bem assim mesmo, eu curto metal, e sim eu bebo.. mas eu bebo não mamo como bezerra e saiu por ai dando vexame..não fumo e nem uso nenhuma droga ilícita.. concord plenamente com a hipocresia. as “banger” criticam as funkeira pagodeira por exemplo, mas qnd vão num show de mtal, só faltam se comer com o manolo na frente de todo mundo, é mão naquilo, aquilo na mão e depois entram no banheiro e fodem de uma vez.. e que moral uma mina dessa tem pra apontar outra, gostar de metal não te faz acima de principios eticos e morais.. qual a diferenca entre um filhino de papai que canta cheirando “u papai chegou” de um rockeiro da ralé? nenhuma.. Gostei muito.. bem que vc poderia falar das partes boas da vida rock n roll, da galera que relamente apoia a cena..das bandas independentes que dão um duro danado e que tem apoio mesmo não sendo covers…

  11. Bom texto, infelizmente a maioria segue o estereótipo de Headbanger só pra se enturmar sem nem mesmo se perguntar se seu comportamento condiz com ideais de questionamento e reflexão tão enunciados por grandes lendas do rock e do metal que muitos dizem admirar, só se importam em ir com a maré. Não tem jeito cara gado é gado em qualquer tribo urbana. Moro no interior de SP também, em Franca, e lendo o texto eu fui lembrando de cada figura que já encontrei que se encaixam perfeitamente nas suas descrições. Dei risada lendo sobre o tr00, quantas e quantas vezes veio um figura desses perguntar se eu sabia até a cor da cueca do Hansi Kursch só por estar com uma camisa do Blind Guardian na época que comecei a frequentar os shows. Fora o gótico super “culto”, O fan de black adorador do demo, as biscates “maria-shampoo”, e o pessoal do heavy/hard rock que tem como único objetivo na vida ficar bêbado no fim de semana e voltar pra casa com uma aura de nicotina. Esse tipo de coisa fez eu me afastar cada vez mais dos shows e dos “rolês” porque o que eu mais gosto ou gostava era encontrar pessoas pra fazer grandes amizades e conversar, bater um papo legal sem tentar desqualificar o outro pelo que ele ouve e sempre mantendo mente aberta. Mente aberta foi uma das coisas que menos encontrei, amizades eu fiz, mas também foram afugentadas pelos mesmos motivos que citei. É foda entrar na tribo achando que iria encontrar muita gente interessante e perceber que essas pessoas são a exceção e que o que muda a massa do rock/metal das outras tribos é a roupa e a música. As mesmas atitudes de gado lá se encontram. Só não concordo muito com os chupa rola de gringo, ja encontrei algumas pessoas que só ouvem o que é cantado em inglês no rock por achar que nessa língua o estilo soa melhor, apesar de eu achar que bacamarte, casa das máquinas e outras bandas nacionais provem o contrário.

  12. Olá!
    Tomei contato com seu texto através de um link no Facebook, e tirando algumas coisas que eu achei que eram generalizações, é um texto realmente muito bom.
    Acredito que você bateu em um ponto muito legal no seu texto: o fato de que, para muita gente, o negócio é fazer o máximo para aparentar ser “troo”, mesmo que para isso você precise bancar o idiota, ou se tornar um (como se ser fã de rock e usar a cabeça fossem coisas que não pudessem acontecer ao mesmo tempo).
    Parabéns pela ousadia!

  13. Pura verdade isso! Reclamam e reclamam do gosto musical alheio, que todo mundo só ouve lixo, mas quando encontram alguém com o gosto musical semelhante ao deles.. já olham feio, julgando que “Ah, esse aí deve só conhecer 2 musiquinhas e já paga de fã por aí” “É poser” e não sei o que.. ao invés de olhar por outro lado e falar “Pô, legal”.

  14. Bom Raposa,acabei de ler teu texto e alguns pontos os considerei de real relevância. A autocrítica é importantissíma, até pra que algou ou alguém possa evoluir. Mas, ao meu ver, há muitas generalizações, inclusive ao que tange as subdivisões. Falar de black metal não é falar de algo homogêneo, como vc bem sabe, há diversas subdivisões no mesmo; que vão desde o tradicional, ao folk, ao NS e nesses dias vi até mesmo outra que não conhecia, também de vertente política, que seria um black red, não sei se a alcunha serve, mas tratando-se de black metal comunista, acho que o termo adequa-se. A leitura é veraz essencial, digo quanto a interpretação, por isso não concordo com uma comentarista do teu texto que diz escutar black sem concordar ou escutar white sem concordar com o que eles dizem, acredito,antes de tudo, na criticidade do metal – que infelizmente vem se perdendo cada vez mais- nas letras, nas atitudes, atitudes estas que se confundem com feições malvadas, chifrinhos com as mãos (aliás, se vc fizer esse movimento três vezes com a mão direita do lado esquerdo do peito significa “Eu te amo” na linguagem dos surdos-mudos e na simbologia védica significa escutar) etc. A mesma fala do Varg, lógico que o cara fez muita merda durante a juventude, chegando até mesmo a cometer um assassinato, mas o tempo de reclusão fez bem a ele, como exemplo indico o livro escrito por ele Varg Vikernes – Sorcery and Religion in Ancient Scandinavia, infelizmente a única versão possível de se ler é essa em inglês, a não ser que alguém conheça noruegues e queira traduzi-lo.
    Como já disse alguém, “toda unanimidade é burra” por isso toda generalização é ignorante, mas digo por mim, o heavy metal me auxiliou, e muito, escuto desde 1993 hj tenho 30 anos e ainda sou um apaixonado pelo estilo, graças a ele tive conhecimento de outros estilos, a música erudita é uma delas, quem não já escutou o Sepultura no Morbid Visions e aquela abertura da Carmina Burana, isso me levou ao Hector Berlioz, Beethoven, Chopin, aliás, forte influência do Rhady Roads. Levou-me tb a literatura, pois o Iron Maiden ao escrever letras como Murders in the Rue Morgue, fez com que procurasse por Edgar Alan Poe, e isso levou a outras leituras. O Black metal, dentro do metal, está entre meus estilos prediletos, e hj em dia há muita coisa boa, vindo da Grécia,por exemplo, como Agatus, Kawir, Zemial entre outros; da Rússia como Drudhk, e lógico, o Brasil com bandas que cantam no vernáculo, exemplos não faltam Velho (RJ), Maleficarum (CE), Hardegon (PE), cantus Infame (PE) e poderia citar centenas que o fazem com maestria, fora as antigas que,se não possuiam letras tão embasadas como as de hoje, devido, principalmente,a inocência que permeava à época, pois quem não lembra de capas como do Holocausto com a Suástica, Total Extermínio que fez o mesmo, ou o Taurus que saudava o Führer em uma des suas músicas, mas sem conhecimento da apologia que faziam. Entretanto, hj se tem informação em demasia mas continuam se predendo a velhos protótipos, ou seja, como já dizia o Raul “tem que ter cultura pra cuspir na estrutura”. Acredito que fui um tanto prolixo mas foi devido ao teor do teu comentário, que gostei, e me estimulou a escrever, apenas recomendaria evitar tantos palavrões pois ele é, foi e será lido por muitas outras pessoas que como vc -que não gosta de bebida, maconha etc -tb não gostaria de sempre está vendo um palavrão, deixe isso para os funkeiros e outros, vc parece ter conteúdo, encontre outros termos para expressar tua revolta. No mais, forte abraço e continue a escrever, o exercício da criticidade é o que há de melhor na razão humana. salutre.

  15. Tb vim do Caralivro, vou pegar apenas o título do seu texto, “A ‘Ralé’ roqueira”…

    Ralé tb pode ser escumalha, vulgo, povaréu, pés-rapados, todos adjetivos pejorativos que dão a entender um baixo nível cultural, uma baixa classe social.

    Todos os males que vc descreveu, promiscuidade, alcoolismo, intolerância, são todos advindos da ignorância, algo que tem mais a ver com acesso a educação formal de qualidade do que com adesão a esse ou àquele estilo de música

    Como vc disse, há roqueiros e roqueiros, como tb há pagodeiros e pagodeiros, funkeiros e funkeiros. O que os diferenciaria? Penso que uma melhor posição sócio-econômica, que os deu acesso a bens culturais que os formou com gostos e atitudes mais requintados.

    Hj em dia cena é só estética como vc bem percebeu. Muda a aparência, a essência é a mesma, no Metal, na Boate ou na Igreja. Mas acho que vc tá tacando demais o pau em um problema que não se resolve dentro da cena,
    em uma atitude meio moralista até na minha opinião.

    Enfim, vc parece ter escrito no calor do momento condenando de forma agressiva comportamentos que vc julga incorretos. Te dar só o toque que essa linguagem ácida, tão comum na net hj em dia, acaba por produzir um sentimento de ódio incitando os leitores contra os indivíduos descritos no seu texto que parece ter sido muito bem aceito. Não sou nenhum técnico ou assistente social mas suspeito que uma solução aos males citados não passa por maior segregação entre as pessoas.

    No mais, parabéns pelo Blog, são boas tirinhas.

    Bom trabalho pra vc cara.

    []’s

  16. Pingback: Música não é apenas um gosto, ela define seu nível cultural e atitude na vida! | Covil do Raposa

  17. “Ralé” sempre existe, em todas as ‘tribos’. Isso é fato.

    Se tem algo nesse mundo do Rock ‘n’ Roll e Metal que enche mesmo o saco é os entendedores (“Mestres tr00”) e os ignorantes que acham que tocam o terror. Eu mesmo tive que “suportar” isso quando houve o Rock in Rio 2011. Sempre curti bastante o Slipknot e todas as ‘ideias’ dos membros da banda, aí logo depois de terem se apresentado no evento, qualquer tetudo de 14 anos se achou “o from hell” ouvindo Slipknot. E isso fez com que simplesmente viesse um mar de ‘haters’ e posers sobre banda. Imagine a minha situação, onde os outros “fãs” eram um bando de posers que não sabem o que falam e eu vendo a banda preferida se tornar motivo de piada por parte de ‘mestres tr00’…

    Enfim, bom texo cara. E por falar em ignorância, isso é visível nos comentários. Quem se sentiu “xingado”, “rejeitado” ou até mesmo “difamado” é ignorante, fazendo parte da ralé. E isso é quase que comum no ‘mundo’ do Metal. Você não tem ideia da quantidade de ‘topeiras’ que dizem ouvir tal banda porque é “legal” e quererem espalhar o terror, sendo que esses espertos nem dão atenção às letras, melodias e métodos de canto – o que faz com que a ‘mensagem’ da música seja deixada de lado – colocados na música.

  18. Perdi a conta de quantas vezes li a palavra “ralé”, que com certeza foi usada no intuito de inferiorização. Por outro lado você julga o orgulho e ar de superioridade dos adeptos ao estilo? Um pouco contraditório, não?

    Álcool, cigarro e drogas são hábitos característicos do ser humano em geral, associar com um gênero musical apenas, é uma revolta sem fundamento. Com certeza grandes nomes do Rock se referem a este estilo de vida, mas não difere por exemplo do Reggae, que está para maconha assim como o Sertanejo está para o álcool, e vários outros estilos com suas apologias, algumas socialmente piores, como o funk idolatrando o tráfico.

    Quanto as bandas gringas, lógicamente são mais respeitadas e adoradas pelo fato de que em determinados países mundo a fora, o estilo tem o devido respeito, incentivo e não é descriminado como aqui, podendo assim se desenvolver mais, sendo tratado como arte. Não tirando o mérito das excelentes bandas brasileiras, mas que infelizmente por falta de apoio muitas vezes caem no anonimato.

    Descordo totalmente que a grande maioria é assim. O metal em geral é levado a sério. Respeito sua opinião, mas conhecer a fundo seria melhor para criticar. Pois muitas bandas de metal extremo tem ideologias sérias e tratam de diversas culturas, caracterizando uma verdadeira forma de arte, e não só arrotos e barulhos sem sentido.

    Se alguns moleques te passaram essa imagem, saiba que tem gente que trabalha sério nesse meio, lutando contra a maré de pessoas que formam esse esteriótipo errado do estilo.

    É ótimo ter senso crítico. Mas…

    “Quem és tu que queres julgar, / com vista que só alcança um palmo, / coisas que estão a mil milhas?”
    Dante Alighieri.

    • Percebe-se alguem que não leu a conua, ou tem péssima interpretação de texto ou é só a má vontade de sempre das pessoas que se ofendem com opiniões críticas sobre seus vícios.

      a carapuça serviu…

  19. Gostei bastante do texto, muito bom mesmo e até achei que foi bem sucinto quanto à escolha de “ralés” e suas caracterizações.
    Eu sou “benger” e já vi demais esses tipos de pessoas e ainda mais, por isso que achei que podia ter falado de outros tipos além desses, além de ter falado o que realmente faz uma pessoa a se comportas de tal modo (mesmo que, em teoria e em resumo, seja por atenção). Esse tipo de gente “ralé” que me fez perder a vontade de ir em roles de rock ou metal e preferir ir pra bares populares com meus amigos, já que pessoas que eu conhecia nesse role não adicionavam nada de útil à minha vida.
    Muito bom e continue progredindo!

  20. Já notei muito isso, e as páginas do facebook do tipo “Irmandade tr00”, “Headbanger Macumbeiro” entre outras ajudam a formar esse pensamento, quem não gosta das bandas q ele curte é poser ou não é rockeiro de verdade… se não gosta de se embebedar não é rockeiro de verdade, entre outras merdas, fazer o que né…

  21. Parabens pelo texto , ja estive na fase de ” Vamos tomar todas e ser rock ‘n roll ” , realmente não me orgulho disso , sinceramente acho que boa parte das pessoas que escutam rock e não tiveram uma boa influencia para ” entrar no estilo musical ” acabam fazendo bobagens , a questao é , voce vai perceber o quão retardado esta sendo e que isso não te faz mais do que os outros , ou vai crescer e mudar as atitutes ?
    Meus Parabéns pelo seu texto.

  22. Boa Eu vejo muitos cara pagando de tr00zao e falando mal do outro,curtindo com a cara do outro causa que colocou uma capa do mayhem no facebook ow compro uma camisa,eu acho ridiculo tbm tem essas atitudes se vc num bebe vc num e banger de verdade.Seu texto ficou otimo serve pra aqueles tr00zao otario refletir sobre a imagem que estao passando

  23. Cara, na boa, vc consegue ler meus pensamentos… eu acho que os troo nao passam de falsos roqueiros q tentam fazer com q as pessoas nao os julguem, entao, julgam as pessoas para que eles tenham um certo respeito.
    Claro que é chato ver uma pessoa q usa camisas de banda para agradar vc, mas ninguem tem o direito de apontar o dedo na cara de ninguem. O rock é um estilo de vida, é algo para as pessoas se libertarem, para elas serem quem realmente sao sem criticas, na boa troos, n estraguem uma das coisas q mais amo no rock n roll
    Parabens raposo

    Daniele ^^

  24. Realmente vc não só ‘sabe ler pensamentos’ como expressar de uma forma magnífica. Belo texto!!! E falando de orgulho, aprendi algo q nunca vou esquecer, no justo momento q comecei a ouvir rock/metal q é não ligar para o resto e ouvir o q te der na telha, sem manter pose e afins. Conhecer e respeitar a musicalidade, a cultura de cada lugar, mas, cultura msm! Conhecer é bem diferente de gostar, faz bem pra alma, faz bem pra vida. Menos pose e mais cérebro nessa ralé infame.

  25. bom cara, sou roqueira e não sou nada disso ai kkkkk engraçado, achei muito ofensivo na verdade, meus amigos são tudo roqueiros tbm e ngm é assim, mais tudo bem.

  26. Nunca vi tanta bobagem escrita aqui. Foi o Bispo Feliciano ou a apresentadora do Superpop que escreveu isso ? Cara, o Rock’n’roll desde suas raízes foi subversivo, podre e sujo. O Rock’n’roll foi uma saída para os jovens. Uma saída desse sistema de merda e de pensamentos escrotos como o seu. Rebeldia, contestação, revolta, liberdade e um grandessíssimo FODA-SE para a sociedade. Quem estraga o bom e velho rock são pessoas com esse pensamento “MAINSTREAM” de querer “embelezar”, “socializar”, “elitizar” algo que vem do gueto. Chuck Berry, Jimi Hendrix, Running Wild, Venon, Ozzy, Ramones, Dead Kennedys, Misfits, Morbid Angel ou aqui no Brasil como Raul Seixas, Camisa, 365, Cólera, Ratos de Porão, Krisiun, Korzus e infinitas bandas vieram dos subúrbios podres, do marasmo dessa sociedade e conseguiram saídas através do rock. A Galeria do Rock, até o início dos anos 90 ( antes da grunge modinha ) era inabitada. Só os verdadeiros estavam lá. Em todos os cantos de São Paulo, todos os becos que rolavam um som, eram subversivos, às vezes violentos mas com a pura cultura. Só se envolvia nesse estilo de vida quem gostava e conhecia. Posers eram detectados e espirrados. Esse negócio de intelectualizar é coisa pra MPB, Bossa Nova e essas frescuras todas. O Rock é uma catarse e não uma sala para apreciar música erudita. Infelizmente o mercado quer lucrar e tornam bandas boas em bostas. Mas veja as melhores bandas brasileiras e muito cultuadas lá fora como Sepultura, Sarcófago, Korzus, Krisiun, Ratos De Porão e outras bandas do Underground. São fidedignas. Todos vieram dos guetos. Tem até uma entrevista do Gordo do Ratos dizendo que se assustou quando chegou na casa dos caras do Sepultura, achando que os caras eram “boys”, mas os caras moravam na favela. E em todo mundo é assim. A maioria das bandas saem dos guetos, periferias e subúrbios. Quem estraga o Rock são os que querem lucrar com isso, como o que fizeram com o Rock’n’roll, Heavy, Punk ou a merda que foi Grunge. O pior é ver esses filhinhos de papai se acharem e não conhecerem ou honrarem as bandas nacionais. Lembrando que o verdadeiro rock está nos subúrbios da cidade, nos inferninhos, nos botecos ou bares, nas garagens e nos interiores do país, como festivais em Minas, em Santa Catarina ou no Nordeste. Nunca vi festival em áreas nobres. Os “boys” que saem das áreas ricas e vem às periferias para enlouquecer e curtir um som, pois o rock dá essa liberdade, de desprender dessa sociedade hipócrita religiosa ( exemplos: Supla>eu respeito, CPM 22 é um lixo…).O que cada um faz consigo ou com o corpo é problema de cada um. Rock não é Igreja Evangélica. Procure a Universal. O resto é pra “boy” dormir…Escute a música e leia a letra do som “Use Your Mind” da banda “Extreme Noise Terror”, para aprender sobre o que é rock!

    • Quando se lê uma coluna com má vontade, é esse o resultado, um festival de besteiras que nada tem haver com o tema da coluna…evocar assuntos sociais antropológicos numa coluna que esta criticando com humor vícios débeis de uma média tão equivocada quanto aquilo que elas critica é realmente sinal não só de má vontade como ignorância…

      A não ser que você que se julga autoridade do metal e do rock e se acha no poder de dizer quem é o que, esteja afirmando sutilmente que o “rockeiro de verdade” é um puto burro que faz questão de demonstrar o quanto não entende um texto e odeia ser contrariado, ou seja, vou defender as minhas interpretações erradas formatadas em asneiras até o fim, mesmo que no fundo eu saiba que são tão sólidas quanto papel molhado!

  27. Cara eu sou Headbanger e me orgulho disso. Leio de 12 a 20 livros,ou até mais por ano. Eu acho que vc está redondamente correto a certos pontos seus mas tambem redondamente errado a alguns.
    Eu acho que vc esta errado em headbangers serem excentricos e egocentricos, pois muitos amigos meus são tímidos assim como eu.
    Eu tambem sei que é uma minoria mas sou católico praticante e sou introvertido.
    Eu como uma minoria apenas curto o som não tenho nenhum preconceito com outros estilos musicais e sou contra troos
    Sou uma pessoa normal apenas curto o som.
    Se for pensar pelas definições impostas pela sociedade ipocrita e ignorante minha persomalidade se encaixaria em alguem que ouve musica classica e um pouco de eletronica.
    Eu valorizo muito meu intelecto por isso leio muito, estudo muito e sempre me atulaizo porque sei que sempre há mais a aprender.
    E antes que eu me esqueça VIVA O METAL

  28. Cara , tenho pensamentos parecidos a respeito, e concordo com vc, Raposo
    eu sou roqueira e sou muitas vezes criticada por não encher a cara , com drogas e alcool, ou por não vestir só preto e tals , acho que ser roqueiro não está em como vc se veste , ou em quanto vc bebe , acho que tem haver com a musica que vc escuta (óbviamente), com a liberdade de ser quem vc é , sem oprimir pessoas diferentes,é como vc disse a ralé rockeira passa muitas vezes uma imagem contraria do que pessoas dessa “tribo” ou “classe musical” costumam passar

  29. Caro Raposa:
    Sinceramente você ñ sabe o que diz, se vc ñ gosta de Rock o problema é seu, ninguém tá ligando ok?
    E mais por favor né? Quem ti falou qe Rock anda adorando o Capeta?
    Pesquise músicas e traduza pra vc ver…
    Ñ interessa se o lema do Rock é Sexo, Drogas, e Rock Roll, sinceramente quem ñ usa drogas? Quem ñ faz sexo? E por favor, antes de publicar bostas no seu blog, pense antes viu, invés do Rock vc deveria criticar o Funk, a pior merda qe existe,vc jah viu algum Cd de Funk original? Se mata tá! com toda sinceridade eu tô com uma puta de uma vontade de enfiar um cacto no seu cú…
    Vê se acorda meu filho e aprende
    Rock jah ganhou é o melhor!

    • Eu ia achar engraçado e trágico seu comentário se não soubesse que foi feito propositalmente pra ser ridículo…mais sorte na próxima meu chapa, dificilmente eu caio nessas!

  30. Meu amigo, sou Headbanger com muito orgulho, e antes você sair criticando, dizendo que não lemos nenhum livro, que somos uma espécie retardada… Na boa velho, se enxerga… Sou metaleiro, não fumo, leio, adoro a obra de J.R.R. Tolkien e outros autores do estilo, fora isso, desenho, estudo, entre outras coisas… Cara, tente repensar sua ideologia em relação aos gostos, porque isso não define caráter!

  31. Cara, meus parabéns mesmo, sério! Quando vejo uma postagem como a sua que propões bom coloquialismo e posição sobre porque não ser a favor de certos atos não justificaveis, feitos pelos rockeiros e pelos tr00s que tem um ego do tamanho do pau do kid bengala pra achar ser bem mais digno do metal do que um recém chegado a esse estilo, me faz ter alguma esperança nos demais que curtem os generos e vertentes! pq não é preciso sair pra mto longe de casa pra ouvir um cuzão, ou cuzona “ás vezes” enfeitado de totalmente from hell, blasfemando coisas ridiculos, enchendo a cara sem nenhum motivo, se drogando, falando que vc não merece usar peita tal, como vc falou, eles fazem sua própria sentença de punição, falando q deu pro lulu sem camisinha e ter um bando de babacas o idolatrando, um verdadeiro tirano bastardo, e francamente, ver atitudes dessas frequentes nos lugares onde vou, que vai o pessoal da “boa cultura e gosto” néh, me dá nojo e repugnação por participar daquilo, mas de vez em quando encontro pessoas que não se vestem como mtos pregam “aceitavél”, e que tem um puto gosto musical e tmb tem projetos bacanas, e isso é oq importa, abraços.

  32. Eu não sei se o autor ainda lê os comentários mas vamos lá.

    Por partes.

    Eu sei que há sim essas pessoas que adoram se achar a troozona e etc como vc disse e não preciso repetir.

    Mas por ouvir metal ja ha 16 anos e por obsrervar bem as coisas ao meu redor eu tenho alguns pontos a colocar.

    A uma questão muito evidente que na maioria das pessoas que vc cita como a ralé, no caso do rock é algo muito mais forte e presente na fase adolescente, claro que ha pessoas que são assim a vida toda, eu sei bem do que falo. O que quero dizer é o seguinte, a probabilidade de que com o tempo um jovem ralé do rock se torne um adulto plausível é maior do que aqueles que são da juventude do funk/axé/forró/ sertanejo (claro que com varias exceções) e cia.

    Pq???

    O nosso cérebro é algo que trabalha mesmo sem percebermos, as vezes parece que não e ele absorve tudo o que esta a nossa volta. A questão primordial é.

    No funk (carioca/pancadão), no forró e no axé nos temos em suas letras a enfatização do sexo e da libertinagem, persuadindo a safadeza e ensinando que mulher é pra ser usada. Fazem apologias a violência e ao crime no caso do funk, no caso das demais falam unicamente de amor traído e afins. Musicalmente falando tbm não acrescentam muito, pois se tratam de sons regionais e que a partir do momento que não se busca por varias regiões diferentes vc tem uma alienação e entra em um ciclo vicioso onde bater no tambor e rebolar (e sim, usando muito entorpecente e afins ) é que o sobra.
    O que é pior quando destroem a nossa língua impondo palavras sem sentido ao nosso cotidiano.

    E antes que me digam que são ritimos músicais para diversão, me digam qual a diversão de ter filhos(+ de um 1 ) aos 14 anos de idade, como acontece nesses bailes de funk? E quando vc tiver 80 anos (a menos que vc tenha levado uma vida saudável e não tenha enferrujado) vc vai rebolar até o chão? Ou vai ainda se lamentar por um amor frustrado na juventude? Musicalmente falando acho que ao cérebro nada de util talvez tenha sido acrescentado.

    Mas aí agora vem alguém e fala ” então vc é desses que rebaixam o gosto dos outros para enaltecer o seu, se achando o melhor, tipico da ralé metaleira”.

    Não, eu não estou falando isso, apenas estou falando o que vc tem para absorver na música que ouve.

    Vamos falar do metal então, a adoração ao grande satanás… não, espera! Não sou cristão, tenho minha opinião individual sobre divindades, mas sei que para o cristiano coisas do diabo são fornicação, exaltação da carne (carnaval???? Pq sera?? ), desonrar o matrimônio (sertanejo e suas cornices), matar o proximo ( funk e seus incentivos), dentre outras coisas, além de coisas fora da música como a mentira (quem nunca? )! Oras quem é que esta fazendo tudo o que o diabo gosta??? …

    Mas voltando ao ponto em questão, vamos ver as chances que o cérebro tem de absorver algo no rock metal.

    Bom vc ta ouvindo o cara cantar e não ta entendendo nada?

    De repente vc descobre que ta ouvindo uma frase em latim. CARALEO! Preciso saber o que é pra usar no meu face!

    Ou

    Porra essa música em alemão!! Velho que idioma foda, preciso saber pra poder tirar vantagens dos meus amigos

    Isso serve pro Inglês, Francês, Japonês, Finlandês, Holandês, Espanhol, Italiano, Sueco, Norueguês e assim vai, pq metal/rock é algo em comum em todas regiões do mundo.

    Outra questão, a propabilidade por despertar um interesse em tocar um instrumento.

    PUTA QUE PARIU aquele cara da 16 notas a 280 bpm, preciso fazer isso um dia, vou tocar algo.

    Fora que em questão no metal se tem baritonos, tenores, sopranos, mezzo sopranos.
    Na parte instrumental temos escalas de todas as regiões do mundo, incluindo a herança ou a similaridade da música clássica.

    Nos temas temos história/geografia em assuntos de guerra, cruzadas/inquisição, ditaduras ou sistemas politicos fracassados.
    Temos temas de questionamento do seu eu interior, meditação, reflexão sobre a vida.
    O rock em si prega a sua liberdade. Inclusive a tolerância no rock a assuntos como direitos do homossexualismo, aborto, e temas tão contemporâneos é muito maior do que a de um cristão ( estou enganado? )

    Claro que temos letras de prostituição, violencia entre coisas bizarras, mas só pelo fato de ser muitas vezes em outro idioma vc absorve algo, e até o som mais sujo como o Black Metal tem seu grau de dificuldade tanto de criação como compreensão, afinal entender o que esta sendo tocado através de tanta distorção e numa velocidade alta exige muito do cérebro.

    Bom, resumindo o q quero dizer é que não é a música que define o que a pessoa vai ser, mas que no mundo do rock/metal sua chance de obter conhecimentos é muito vasta em comparação ha alguns outros ritimos músicais, é tão vasta quanto a música erudita a nossa bossa nova, o jazz entre outros. Por isso digo que dentre aqueles que vc chama de ralé, após sair da fase da adolescência o “metaleiro” tem mais chances de “evoluir”

  33. Já dizia um grande filósofo desconhecido, a diferença entre os tr00 e as vacas do pasto é meramente ilustrativa!
    Eu tenho uma puta raiva desse pessoal que diz que gosta de uma banda e eles te perguntam a marca de papel higiênico do guitarrista!
    Eu escuto rock desde que eu me entendo por gente, cresci ouvindo o estilo e vou ser sincera quando eu tinha uns 13 anos de idade eu até me achava superior por ouvir rock e tals, mas isso é até tolerável porque eu era uma fedelha, agora eu acho que depois de uma idade não dá mais, não (como diria tio Ben “com grandes poderes vem grandes responsabilidades”)
    Mas o pior realmente é quem forma opinião politica a partir de artista, eita pessoal que faz peso na terra! Não sei quem é pior, se é esse povo ou se é o pessoal doutrinado por Youtuber.
    Enfim o rock é maravilhoso, mas esse fandom que se criou é uma bosta!
    Ótimo texto, sucesso com o blog!

    oestranhomundo-de-ioio.blogspot.com.br

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